Calor em um dia, frio no outro: como evitar doenças

O verão de 2018 (e de muitos anos seguintes) trouxe um fenômeno climático que pegou muitos de surpresa: dias com “gangorra térmica”, alternando frio pela manhã, calor intenso à tarde e quedas bruscas de temperatura à noite. Segundo meteorologistas, essa oscilação, embora não seja anormal, tem se mostrado irregular e mal distribuída, criando um ambiente perfeito para o agravamento de doenças respiratórias.

O resultado? Consultórios médicos lotados e um aumento significativo de casos de gripes, resfriados e crises de doenças crônicas como rinite, asma, bronquite e sinusite. Para as empresas, isso se traduz em um velho conhecido: o absenteísmo.

Neste artigo, você vai entender como as variações climáticas afetam a saúde dos colaboradores, por que as doenças respiratórias são um problema de gestão e o que sua empresa pode fazer para prevenir afastamentos e promover um ambiente mais saudável.

O Clima e a “Sinfonia das Ites”

A reportagem da Gazeta do Povo ilustra bem o problema com exemplos práticos. O publicitário Gabriel Morente, que sofre de rinite, relata como as oscilações de temperatura em Curitiba impactam seu dia a dia: “Chega a atrapalhar no trabalho, a garganta coça, a minha imunidade despenca e eu não consigo parar de espirrar”.

A empresária Marcia Oliveira enfrenta situação semelhante com alergia a ácaros: “Senão, a rinite evolui para uma sinusite, ataca tudo, e essa instabilidade toda deixa a minha alergia a mil”.

Segundo a pneumologista Josiane Marchioro, do Hospital IPO, pessoas com doenças respiratórias crônicas são mais sensíveis ao sobe e desce dos termômetros. Os sintomas – coceira no nariz, espirros em série, coriza e tosse crônica – podem persistir por vários dias e só se resolvem com tratamento continuado.

Além da rinite, outras “ites” (asma, bronquite, sinusite) também têm seus sintomas agravados, gerando um ciclo de desconforto, queda de produtividade e, em casos mais graves, afastamentos do trabalho.

Por Que Isso Importa para as Empresas?

Pode parecer um problema individual de saúde, mas o impacto coletivo é significativo:

1. Aumento do Absenteísmo

Colaboradores com crises alérgicas ou gripes mal controladas tendem a faltar mais ao trabalho. Mesmo quando presentes, a produtividade pode cair drasticamente (o chamado presenteísmo).

2. Sobrecarga no Plano de Saúde

Consultas de pronto-atendimento, exames, medicamentos e, em casos mais graves, internações, elevam a sinistralidade do plano de saúde empresarial.

3. Clima Organizacional

Equipes desfalcadas ou com membros constantemente indispostos sofrem com sobrecarga e desmotivação.

4. Custos Ocultos

Horas extras para cobrir faltas, retrabalho e perda de prazos são consequências indiretas, mas reais.

O Papel da Prevenção: Como a Empresa Pode Agir

A boa notícia é que existem estratégias eficazes para minimizar esses impactos. A prevenção começa com informação e se consolida com ações estruturadas de cuidado.

1. Eduque e Conscientize

Campanhas internas podem orientar os colaboradores sobre:

  • A importância de manter a vacinação em dia (inclusive contra gripe)

  • Cuidados básicos com mudanças bruscas de temperatura (evitar ar-condicionado muito frio, por exemplo)

  • Como identificar sinais de agravamento de doenças respiratórias e buscar ajuda precocemente

2. Promova um Ambiente de Trabalho Saudável

  • Mantenha os sistemas de ar-condicionado limpos e com manutenção em dia

  • Evite ambientes empoeirados ou com mofo

  • Estimule a higienização das mãos e o uso de álcool em gel

3. Invista em Programas de Qualidade de Vida

Incentive a prática de atividades físicas, ofereça opções de alimentação saudável e promova o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Colaboradores saudáveis adoecem menos.

4. Ofereça Acesso Facilitado a Cuidados Médicos

É aqui que um plano de saúde empresarial de qualidade faz toda a diferença. Mas não basta ter o plano – é preciso garantir que ele seja usado de forma inteligente.

O Papel do Cuidado Coordenado na Prevenção

Um modelo de cuidado coordenado em saúde permite à empresa ir além da cobertura assistencial e atuar proativamente na saúde da equipe. As principais ferramentas incluem:

Checkups Regulares e Exames Preventivos

A solicitação periódica de exames permite identificar precocemente condições que, se ignoradas, podem se agravar. No caso das doenças respiratórias, um acompanhamento regular pode evitar que uma simples rinite evolua para uma sinusite grave.

Canal de Comunicação com Equipe de Saúde

Ter um canal onde os colaboradores possam tirar dúvidas e receber orientações rápidas é fundamental. Um chat com profissionais de saúde pode ajudar a decidir se um sintoma requer ida ao médico ou pode ser manejado em casa, evitando deslocamentos desnecessários e exposição a outros pacientes.

Atendimento Digital 24/7 para Sintomas Agudos

Quando os sintomas surgem – especialmente em horários noturnos ou fins de semana –, um atendimento digital disponível a qualquer hora permite que o colaborador receba orientação imediata sobre o que fazer, reduzindo a ansiedade e evitando que casos simples se agravem.

Trabalho Contínuo de Educação em Saúde

Campanhas educativas sobre cuidados com a saúde respiratória, dicas de alimentação para fortalecer a imunidade e orientações sobre quando buscar ajuda médica criam uma cultura organizacional onde a saúde é tratada com responsabilidade.

O Papel do Plano de Saúde Empresarial

Um plano de saúde empresarial robusto é a base de qualquer estratégia de cuidado. Ele garante:

  • Acesso rápido a consultas com especialistas (pneumologistas, alergologistas)

  • Exames para diagnóstico preciso (como o de sangue para verificar deficiência de vitamina D, mencionado pela pneumologista)

  • Acompanhamento contínuo para doenças crônicas

  • Medicamentos e tratamentos quando necessários

Operadoras como Unimed, Amil, Bradesco Saúde e SulAmérica oferecem programas que podem ser integrados a ações preventivas. Uma corretora de plano de saúde especializada pode ajudar sua empresa a encontrar a melhor opção, inclusive para PMEs com opções como planos de saúde para MEI e planos de saúde PJ.

Ações Práticas para Gestores de RH

Se você quer reduzir o impacto das doenças respiratórias na sua empresa, comece por aqui:

  1. Mapeie a situação: Analise os dados de absenteísmo e uso do plano de saúde. Identifique picos sazonais e principais causas.

  2. Comunique-se: Lance campanhas de conscientização antes das mudanças de estação.

  3. Revise o benefício: Seu plano de saúde empresarial oferece cobertura adequada para doenças respiratórias? Há acesso fácil a especialistas?

  4. Invista em prevenção: Considere implementar um programa de cuidado coordenado com checkups e acompanhamento.

  5. Conte com apoio: Converse com sua corretora de plano de saúde para entender como integrar ações preventivas ao benefício.

As oscilações de temperatura são uma realidade, especialmente em cidades como Curitiba. Mas o impacto delas na saúde dos colaboradores pode ser gerido e minimizado com informação, planejamento e as ferramentas certas.

Investir em prevenção não é despesa – é estratégia de negócio. Colaboradores saudáveis produzem mais, faltam menos e contribuem para um ambiente organizacional positivo. E um plano de saúde empresarial bem estruturado, aliado a um modelo de cuidado coordenado, é a melhor forma de garantir esse resultado.

Fontes: Reportagem “Calor em um dia, frio no outro: veja como evitar as doenças respiratórias de verão” (Gazeta do Povo). Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude-e-bem-estar/como-evitar-as-doencas-respiratorias-de-verao/

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