72% dos brasileiros têm doenças relacionadas ao sono

Uma pesquisa realizada pela Royal Philips aponta que 72% da população brasileira – cerca de 73 milhões de pessoas – sofrem com doenças relacionadas ao sono e têm dificuldades para dormir. O levantamento revela que na América Latina o índice é de 75%, impulsionado por mexicanos (88%) e colombianos (75%), enquanto os argentinos registram 64%.

Segundo Alina Asiminei, líder de mercado para Cuidados Respiratórios e Sono na Philips América Latina, o distúrbio mais comum entre os brasileiros é a insônia, seguida pela apneia do sono. As principais causas apontadas pela pesquisa são preocupações financeiras, uso de tecnologias antes de dormir e estresse relacionado ao trabalho.

Apesar de reconhecerem a importância do sono, os brasileiros não o priorizam. O recomendado é dormir de 7 a 9 horas por noite, mas os latino-americanos passam, em média, apenas 6,9 horas na cama.

Para gestores de RH e líderes empresariais, esses números acendem um alerta. A má qualidade do sono impacta diretamente a saúde física e mental dos colaboradores, com consequências mensuráveis no absenteísmo, na produtividade e nos custos com o plano de saúde empresarial.

O impacto do sono na saúde e no trabalho

Dormir mal não é apenas uma questão de cansaço. A privação do sono está associada a uma série de problemas de saúde que afetam o desempenho profissional:

Consequências físicas

  • Queda da imunidade, aumentando a incidência de gripes e resfriados.

  • Risco elevado de doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto.

  • Agravamento de condições crônicas, como diabetes e obesidade.

  • Apneia do sono, que reduz a oxigenação do cérebro e causa sonolência diurna.

Consequências mentais

  • Irritabilidade e alterações de humor, afetando o clima organizacional.

  • Dificuldade de concentração e memória, comprometendo a qualidade do trabalho.

  • Aumento do estresse e da ansiedade, retroalimentando o ciclo de insônia.

  • Risco elevado de depressão.

Impacto no trabalho

  • Absenteísmo: Colaboradores com distúrbios do sono faltam mais ao trabalho.

  • Presenteísmo: Mesmo presentes, produzem menos e com pior qualidade.

  • Acidentes de trabalho: A sonolência diurna aumenta o risco de erros e acidentes.

  • Maior sinistralidade no plano de saúde: Consultas, exames e tratamentos relacionados ao sono elevam os custos.

O papel do cuidado coordenado

Diante desse cenário, um modelo estruturado de cuidado coordenado em saúde pode ajudar as empresas a lidar com o problema de forma proativa:

Checkups regulares e exames preventivos
Incluir perguntas sobre a qualidade do sono nos check-ups permite identificar precocemente colaboradores com risco de distúrbios e encaminhá-los para avaliação especializada.

Canal de comunicação com equipe de saúde
Um chat sigiloso com profissionais de saúde permite que colaboradores tirem dúvidas sobre insônia, apneia e outros problemas, e recebam orientações sobre quando procurar ajuda.

Atendimento digital 24/7 para orientações
Em caso de sintomas agudos relacionados ao sono, uma orientação imediata pode evitar o agravamento e direcionar para o atendimento adequado.

Trabalho contínuo de educação em saúde
Campanhas sobre higiene do sono, uso consciente de tecnologia antes de dormir, gerenciamento do estresse e a importância de buscar ajuda médica criam uma cultura de prevenção.

Ações práticas para sua empresa

  1. Fale sobre o tema: Inclua a saúde do sono em campanhas internas de bem-estar. Informação é o primeiro passo.

  2. Promova um ambiente saudável: Estimule pausas, limites para o envio de e-mails fora do expediente e uma cultura que valorize o descanso.

  3. Converse com sua corretora: Uma corretora de plano de saúde especializada pode ajudar a mapear a cobertura e a incluir programas de cuidado coordenado.

  4. Para PMEs: Opções como planos de saúde para MEI e planos de saúde PJ também podem ser integradas a ações preventivas. Conte com apoio especializado.

 

Dormir bem não é luxo, é necessidade. Com 72% dos brasileiros enfrentando dificuldades para dormir, as empresas não podem mais ignorar o impacto desse problema na saúde e na produtividade de suas equipes.

Investir em prevenção, informação e cuidado coordenado é a forma mais eficaz de garantir que colaboradores com distúrbios do sono recebam o tratamento adequado, recuperem sua qualidade de vida e mantenham sua produtividade.

Cuidar do sono dos colaboradores é cuidar do futuro do negócio.

Fonte: DM.com.br, com informações da Royal Philips e UOL. Disponível em: https://www.dm.com.br/cotidiano/2018/03/pesquisa-aponta-que-72-dos-brasileiros-sofrem-com-doencas-relacionadas-ao-sono.html

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