A cena gerou preocupação em entidades de saúde. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) emitiu uma nota de esclarecimento alertando que a prática, além de ser contraindicada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode trazer sérios riscos à saúde do bebê.
Por que a amamentação cruzada é perigosa?
De acordo com o Cofen, a amamentação cruzada pode transmitir doenças infectocontagiosas, como HIV e Hepatite B, que podem estar presentes no leite materno sem que a nutriz tenha conhecimento. Diferentemente do leite doado aos Bancos de Leite Humano (BLH), que passa por rigoroso controle de qualidade e pasteurização antes de ser consumido, o leite compartilhado diretamente entre mães não passa por qualquer tipo de testagem ou tratamento.
A enfermagem tem um papel fundamental na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, que é comprovadamente capaz de reduzir infecções e alergias, além de fortalecer o vínculo mãe-bebê. Mas esse apoio deve ser baseado em evidências científicas e orientado por profissionais qualificados.
O que fazer em caso de dificuldade para amamentar?
A mulher que enfrenta dificuldades para amamentar deve buscar ajuda de profissionais de saúde, como pediatras, enfermeiros, consultoras de amamentação ou até mesmo um Banco de Leite Humano. Esses serviços oferecem orientação segura e, se necessário, acesso a leite humano doado e processado adequadamente.
Por que isso importa para as empresas
Para gestores de RH e líderes empresariais, o tema é relevante por pelo menos três razões:
1. Saúde e segurança das colaboradoras e seus bebês
Colaboradoras gestantes ou puérperas precisam de informação de qualidade e acesso a suporte profissional. Oferecer esse apoio é uma forma de cuidado e prevenção.
2. Afastamentos e licenças
Problemas relacionados à amamentação podem gerar estresse, complicações de saúde e, consequentemente, afastamentos do trabalho. Uma colaboradora bem orientada e amparada tende a se recuperar mais rápido e a retornar com mais tranquilidade.
3. Cultura de saúde organizacional
Empresas que promovem a saúde integral de suas colaboradoras, incluindo a maternidade, fortalecem o vínculo com a equipe e constroem um ambiente mais humano e produtivo.
O papel do cuidado coordenado na saúde materno-infantil
Um modelo estruturado de cuidado coordenado em saúde pode ajudar sua empresa a oferecer suporte de qualidade às colaboradoras gestantes e puérperas:
Acompanhamento pré-natal e pós-parto
Incluir consultas de rotina, orientações sobre amamentação e suporte emocional no programa de saúde ocupacional.
Canal de comunicação com equipe de saúde
Um chat com profissionais de saúde permite que as colaboradoras tirem dúvidas sobre amamentação, sintomas e cuidados com o bebê de forma rápida e sigilosa.
Atendimento digital 24/7 para orientações
Em caso de emergências ou dúvidas urgentes, uma orientação imediata pode evitar complicações e tranquilizar a mãe.
Trabalho contínuo de educação em saúde
Campanhas sobre aleitamento materno, direitos da gestante e onde buscar ajuda qualificada criam uma cultura de informação e prevenção.
Ações práticas para sua empresa
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Informe suas colaboradoras: Divulgue os riscos da amamentação cruzada e oriente sobre os canais seguros de ajuda, como os Bancos de Leite Humano e os profissionais de saúde.
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Ofereça suporte: Considere incluir no plano de saúde empresarial cobertura para consultas com pediatras, enfermeiros obstétricos e consultoras de amamentação.
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Converse com sua corretora: Uma corretora de plano de saúde especializada pode ajudar a mapear a cobertura e a incluir programas de cuidado materno-infantil.
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Para PMEs: Opções como planos de saúde para MEI e planos de saúde PJ também podem ser avaliadas quanto à cobertura para gestantes e recém-nascidos.
A amamentação é um ato de amor e saúde, mas deve ser feita com segurança. A amamentação cruzada, romantizada em cena de novela, traz riscos reais e evitáveis.
Para as empresas, a mensagem é clara: investir em informação de qualidade e em suporte profissional para as colaboradoras é a melhor forma de proteger a saúde da mãe e do bebê, reduzir afastamentos e construir uma cultura organizacional verdadeiramente acolhedora.
Cuidar da saúde materno-infantil é cuidar do futuro.
Fonte: Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Disponível em: http://www.cofen.gov.br/nota-de-esclarecimento-sobre-amamentacao-cruzada_61584.html
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