Um retrato recente da saúde suplementar no Brasil, traçado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Ibope, escancara uma realidade desafiadora: 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular.
A pesquisa, que ouviu 1.500 consumidores nas capitais, também revela que 56% da população acredita que a saúde pública piorou nos últimos 12 meses, evidenciando a insatisfação com o Sistema Único de Saúde (SUS) em itens como tempo de agendamento de consultas, exames e cirurgias.
Para gestores de RH e líderes empresariais, esses números são mais do que estatísticas. Eles representam uma oportunidade estratégica e uma responsabilidade social. Afinal, o plano de saúde empresarial é a principal porta de entrada para a saúde suplementar no país, e oferecê-lo pode ser o diferencial que sua empresa precisa para atrair, reter e proteger seus talentos.
O Retrato da Saúde Suplementar no Brasil
A pesquisa do SPC Brasil e CNDL traz números que ajudam a entender o cenário:
Quem Tem e Quem Não Tem Plano de Saúde
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70% dos brasileiros não têm plano de saúde particular.
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A desigualdade social se reflete no acesso: nas classes A e B, o percentual de pessoas sem plano cai para 45%; já nas classes C, D e E, sobe para 77% .
Por Que as Pessoas Perdem o Acesso?
Entre aqueles que já tiveram plano, mas não têm mais, os motivos são claros:
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32% perderam o acesso por desligamento da empresa que oferecia o benefício.
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25% cancelaram o plano por não terem condições de pagar as mensalidades.
O Plano Empresarial é o Mais Comum
Entre os que têm plano de saúde:
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O empresarial é o mais comum (13%), seguido pelo individual pago por conta própria (11%) ou pago por terceiros (6%).
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Nas classes A e B, o plano individual pago por conta própria (26%) chega a superar o empresarial (21%) em importância.
O Papel do Plano de Saúde Empresarial na Vida dos Brasileiros
Os dados acima deixam claro: o plano de saúde empresarial é a principal forma de acesso da população brasileira à saúde suplementar. Para milhões de pessoas, perder o emprego significa, também, perder o acesso a consultas, exames e atendimento médico de qualidade.
Isso coloca uma responsabilidade gigantesca nas mãos das empresas. Oferecer um plano de saúde não é apenas um benefício — é uma ferramenta de segurança e bem-estar que impacta diretamente a vida dos colaboradores e de suas famílias.
Além disso, o plano de saúde é um dos benefícios mais valorizados pelos trabalhadores. Em um mercado competitivo, empresas que oferecem um plano de saúde empresarial de qualidade se destacam e conseguem atrair e reter os melhores talentos.
Os Desafios de Quem Paga pelo Próprio Plano
A pesquisa também traz dados importantes sobre quem paga o plano de forma individual:
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O gasto médio mensal é de R$ 439,54.
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Quase metade (48%) afirma que precisa abrir mão de algo no orçamento para pagar o serviço.
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51% consideram os reajustes de valores abusivos.
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47% dos planos são contratados com coparticipação, modelo em que o beneficiário paga parte dos procedimentos e exames.
Esses números mostram que, mesmo para quem consegue arcar com um plano individual, o peso financeiro é grande e a insatisfação com os reajustes é alta. Mais um motivo para as empresas valorizarem a oferta do benefício corporativo, que geralmente tem custos mais equilibrados e melhores condições de negociação.
A Insatisfação com o SUS e a Dependência da Rede Pública
Entre os que não têm plano, a maioria (45%) recorre ao SUS quando precisa de atendimento. E a insatisfação com o sistema público é alta:
Numa escala de 1 a 5, as piores avaliações são:
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Tempo de agendamento de cirurgias e exames: 1,79
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Tempo e facilidade para agendar consultas: 2,01 e 2,02
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Rapidez no atendimento de urgência: 2,06
Os melhores indicadores são a qualidade técnica dos profissionais (2,74) e a disponibilidade de medicamentos gratuitos (2,32), mas ainda assim com notas baixas.
Esse cenário reforça a importância do plano de saúde como uma alternativa para quem busca agilidade, conforto e previsibilidade no atendimento médico.
O Papel do Cuidado Coordenado na Saúde Empresarial
Para as empresas que já oferecem plano de saúde empresarial ou estão pensando em oferecer, o momento é de ir além do básico. A verdadeira saúde empresarial se constrói com prevenção, acolhimento e cuidado contínuo. É aqui que entra o modelo de cuidado coordenado.
Como o Cuidado Coordenado Pode Ajudar
Checkups Regulares e Exames Preventivos
A solicitação periódica de exames permite identificar precocemente condições de saúde que, se ignoradas, podem evoluir para quadros graves e gerar altos custos e afastamentos.
Canal de Comunicação com Equipe de Saúde
Um chat com profissionais de saúde oferece orientações rápidas e sigilosas, ajudando o colaborador a tomar decisões mais conscientes sobre quando e onde buscar atendimento. Isso reduz a sobrecarga no plano e evita que casos simples se agravem.
Atendimento Digital 24/7 para Sintomas Agudos
Quando um sintoma surge, o tempo de resposta é crucial. Um atendimento digital disponível a qualquer hora orienta o colaborador sobre os próximos passos, evitando idas desnecessárias ao pronto-socorro e garantindo que ele receba o cuidado certo na hora certa.
Trabalho Contínuo de Educação em Saúde
Campanhas educativas sobre hábitos saudáveis, prevenção de doenças e uso consciente do plano criam uma cultura organizacional onde a saúde é valorizada. Colaboradores bem informados cuidam melhor de si e utilizam o plano de forma mais consciente.
Ações Práticas para sua Empresa
Diante desse cenário, sua empresa pode (e deve) agir em algumas frentes:
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Avalie seu benefício atual: Seu plano de saúde empresarial está adequado ao perfil da sua equipe? A cobertura atende às necessidades reais dos colaboradores?
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Converse com sua corretora: Uma corretora de plano de saúde especializada pode ajudar a mapear as melhores opções do mercado, comparando ofertas de operadoras como Unimed, Amil, Bradesco Saúde e SulAmérica.
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Invista em prevenção: Estruture um programa de cuidado coordenado com checkups, canais de orientação e educação em saúde. Isso reduz custos no longo prazo e engaja os colaboradores.
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Comunique o valor do benefício: Mostre aos colaboradores o quanto a empresa investe em sua saúde e bem-estar. Isso fortalece o vínculo e a percepção de valor.
Os dados do SPC Brasil e CNDL são claros: o acesso à saúde suplementar no Brasil é desigual e fortemente dependente do vínculo empregatício. Para milhões de brasileiros, o plano de saúde empresarial não é apenas um benefício — é a garantia de atendimento médico de qualidade.
Para as empresas, oferecer esse benefício é, ao mesmo tempo, uma responsabilidade social e uma estratégia de negócio. Colaboradores com acesso à saúde adoecem menos, faltam menos e produzem mais.
E, ao integrar o plano de saúde a um modelo de cuidado coordenado, a empresa vai além: constrói uma cultura de prevenção, reduz custos no longo prazo e fortalece o vínculo com sua equipe.
Cuidar da saúde dos colaboradores é o melhor investimento que uma empresa pode fazer no seu próprio futuro.
Fonte: Pesquisa SPC Brasil, CNDL e Ibope, divulgada pelo G1. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/no-brasil-70-nao-tem-plano-de-saude-particular-apontam-spc-e-cndl.ghtml
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